sábado, 25 de fevereiro de 2012

Bordados e Tessitura



A vida é uma grande tessitura e somos nós que vamos,
timidamente, escolhendo os melhores fios, a textura mais adequada, assim como a
cor que dará o melhor efeito. Assim, bordando a vida com os próprios
sentimentos, vamos acalentando nossos sonhos e transformando-os em belas
estampas.
É claro que nesse
emaranhado surgirão os bordados difíceis e o amargor dos pontos não tão bem
acabados, mas o que de fato importa é não abrirmos mão da nossa obra de tessitura
e não ignorarmos o desejo intenso de tecermos as melhores paisagens... Assim, vamos
imprimindo a nossa marca no universo e na vida dos que nos cercam, para –
delicadamente - ofertarmos ao mundo o há de melhor em nossos corações...
Por fim, bordando afeto, carinho e serenidade; experimentaremos
o valor da sabedoria de quem entende que toda boa obra começa num desejo, numa
inspiração e termina assim: num suspiro satisfeito e com a sensação de dever
cumprido... Ou melhor, vivido!

O meu desejo é simples: que o Criador - aquele que sabe
tecer tão belas obras - me inspire a delinear os melhores bordados nessa
vida...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O TRAPEZISTA


Vai e vem o trapezista
se balançando no espaço.
Pula a cerca que separa
o circo do céu
e com a cauda de um cometa faz um laço.
Vai e vem o trapezista
desarrumando as estrelas:
Até a lua se assusta,
esconde o rosto no regaço.
volta ao chão o trapezista
refazendo o mundo com seus passos.

Roseana Murray

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ana Jácomo - Nexo


É incrível a capacidade Ana Jácomo de apreciar as coisas simples da vida e chegar a conclusões delicadas e intrínsecas sobre a existência humana.
Texto lindo! Semelhante a muito do que tenho sentido e, até mesmo, do que gostaria de me dizer em alguns momentos vacilantes ... :)



Nexo

Olhando daqui, percebo que pessoas e circunstâncias tiveram um propósito maior na minha vida do que muitas vezes eu soube, pude, aceitei, ler. Parece-me, agora, que cada uma, no seu próprio tempo, do seu próprio modo, veio somar para que eu chegasse até aqui, embora algumas vezes, no calor da emoção da vez, eu tenha me rendido à enganosa impressão de que veio subtrair. A vida tem uma sabedoria que nem sempre alcanço, mas que eu tenho aprendido a respeitar, cada vez com mais fé e liberdade.

O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos.

Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo, invariavelmente. Curvo meu coração em reverência a todos os mestres, espalhados pelos meus caminhos todos, vestidos de tantos jeitos, algumas vezes disfarçados de dor.

Eu mudei muito nos últimos anos, mais até do que já consigo notar, mas ainda não passei a acreditar em acaso.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Flores Em Você - IRA!


De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois...

Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer...

Que vejo flores em você!...


- Como sempre, o fim de ano me conduz a algumas constatações...
Para mim 2011 foi um ano de muito crescimento, amadurecimento, reencontros... Revi minha relação com Deus, comigo mesma e com os meus... Nesse processo muita coisa mudou, ampliando meus percursos...

Para 2012 desejo "apenas" um ano florido... Penso que 2011 foi um ano em que meus terrenos foram aplanados, sabe? Como um solo que é preparado para a próxima etapa... Diante disso, desejo para 2012 um ano repleto de flores... Aromas e cores que somente elas podem proporcionar... Toda a delicadeza e sensibilidade que elas nos inspiram... Afinal não é a toa que vim a este mundo na primavera! E certamente a primaverá nascerá no coração daqueles que cultivam a vida!

domingo, 21 de agosto de 2011

RESIDÊNCIA NO AR


Não sei o que me convém,
se uma casa segura,
janela, quartos e trincos
ou se as portas todas abertas,
se residência no ar.

Não sei o que me convém,
se uma casa encerada,
a família pro jantar,
ou se ventania na estrada,
se residência no ar.

Não sei o que me convém,
se uma casa caiada
com horta, jardim e pomar
ou se andarilha no mundo,
se residência no ar.


Roseana Murray


Texto lindo que muito expressa algumas das minhas inquietações despertadas neste sábado, ao lado de pessoas queridíssimas... :) Muito bom estar com vcs... Pessoas únicas e essencialmente belas.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Lunetas e caleidoscópio


Quero meus olhos vestidos de lunetas, para poder apreciar o que a olho nu não se percebe. Para poder comportar o vasto mundo que outros não descobriram.

Quero meus olhos vestidos de lunetas para poder divagar pelo imaginário, pelo encantado, pelo real que não é concreto.

Quero meus olhos vestidos de lunetas para saber dar cor, forma e textura aos sentimentos experimentados por todos os meus sentidos.

Quero meus olhos vestidos de lunetas para ser caleidoscópio!

sábado, 18 de junho de 2011

Mensagem - Por Ana Jácomo


A qualquer distância, em qualquer instante, é possível abrirmos os olhos para dentro, sintonizar o coração e enviar um sorriso de amor.




"Versos lindos de Ana Jácomo que couberam muito bem para dar forma aos sentimentos vivenciados por mim neste dia" :D
Dia lindo, feliz e totalmente conectado com o que há de melhor na vida...

terça-feira, 17 de maio de 2011





A primeira sensação que tive ao olhar essa imagem foi de choque... Depois veio o reconhecimento de que, vergonhosamente, é verdade...
A vida em sociedade é repleta de significantes. Tudo tem um valor atribuído socialmente e cada vez mais a vida atual nos impele ao valor monetário e material. Dentre eles destaco os que considero os pilares da vida pós- moderna: Dinheiro, beleza e poder...
Se pararmos para pensar tudo na sociedade atual se remete a isto; e você só é bem sucedido se conquistar, pelo menos, um dos itens citados. E há sempre quem diga que com dinheiro você arremata os três...
Bom, so posso dizer: Como somos medíocres! É simplesmente desprezível que a vida gire em torno disso, mas é inegável que em muitos momentos nos vemos influenciados por tais valores...
E novamente me remeto ao post anterior: Como nosso coração é enganoso...
Fiz questão de colocar esta imagem aqui, para nunca esquecer o quanto podemos ser desprezíveis... Que Deus nos ensine a dar valor ao que realmente importa, mas que esta missão não deixemos só por conta dele... rs

sábado, 14 de maio de 2011

Coração - João Alexandre

video



"Jeremias 17.9 diz que enganoso é o coração mais do que todas as coisas... Quem o conhecerá?
De fato, é em nosso coração que está guardado tudo o que somos, inclusive, aquilo que está oculto aos nossos próprios olhos. Afinal, nenhum homem é capaz de compreender plenamente o seu próprio coração... Acho que João Alexandre foi muito feliz nesta composição ao nos levar a refletir o quanto nosso coração pode ser perverso e enganoso. E mais ainda, o quanto precisamos de Deus para, neste coração, habitar e transformá-lo...

Que Deus nos ajude a lutar por um coração agradável aos olhos do Pai...
Essa é a minha oração. Porque se tivermos um bom coração todo nosso corpo, alma e vida serão bons..."

domingo, 10 de abril de 2011

Belo texto de Ana Jácomo...

"Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que não importam todos os rabiscos que já fizemos nem todos os papéis amassados na lixeira, porque todo texto bom de ser lido antes foi rascunho. E, por mais belo que seja, é natural que, ao relê-lo, percebamos uma palavra para ser acrescentada, trocada, excluída. A ausência de uma vírgula, a necessidade de um ponto, uma interrogação que surge de repente...

Viver é refazer o próprio texto muitas, incontáveis, vezes.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. O que sei é que não quero aquele sono outra vez..."

Ana Jácomo

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

“Quando você conta a sua vida eu lembro um pouco da minha...”

Se eu imaginasse como poderia ser a história de um grande amor, certamente a definiria assim:
uma vida compartilhada de forma tão intensa, viva e verdadeira que ao resgatar a minha própria história, lembraria de uma outra...

Falo (aqui) do amor no sentido mais diverso que a palavra pode alcançar:

O amor de uma mãe, que ao recordar os primeiros passos de um filho, também resgata em si as grandes descobertas de sua própria história. Revisita suas primeiras lições de renúncia, cuidado e afeto.
O amor entre irmãos, que apesar do campo de disputas, compartilharam as primeiras brincadeiras, alegrias e grandes descobertas.
O amor entre amigos, que descobrem a receita de um largo sorriso, ao relembrar as muitas aventuras compartilhadas...
Em fim, se o amor pudesse ser dimensionado caberia nos percursos da troca. Eu acredito no amor, exatamente porque acredito na necessidade do outro. Afinal, sozinhos somos apenas um eco... A projeção de nossas angustias, sensações e sentimentos no mais absoluto silêncio.
O que seria de mim sem o outro?
Como ser eu sem saber onde se inicia o que está além?
Em que medida posso me diferenciar enquanto ser, se não tenho a quem me contrapor?

A troca nos permite crescer e evoluir enquanto ser e espécie. Definitivamente sozinhos não somos nada. Não avançamos e fatalmente não existimos.
O outro me ajuda a entender um pouco mais sobre a vida, sobre o mundo e, principalmente, soube quem eu eventualmente posso ser...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Das últimas constatações...

Ultimamente tenho percebido uma tendência aos sentimentos profundos... Ao desejo de mergulhos abissais... A verdade é que cansei das superficialidades. Daquilo que dá e passa. De tudo que com a mesma fugacidade que chega de desfaz...
Certa vez alguém me disse que sou uma pessoa que busca o amor. Recordo que na ocasião a frase não fez nenhum sentido a minha infante percepção. No entanto, hoje compreendo perfeitamente o que tentaram me dizer e eu, tolamente, ignorei... E pior! Hoje sou obrigada a concordar... Logo agora?! Justo na era do amor líquido?! rs
Pois bem... Fazer o que, se agora tenho preferido a ausência dos sentidos e das equações?
Pelo visto meu coração não se cansa de se aventurar e novamente está aqui, inteirinho,disposto a se perder! rs

domingo, 23 de maio de 2010

O princípio de qualquer constatação

Quando ví que não era quem pensava ser,
dei o primeiro passo para dentro de mim...




As vezes é necessário sair da superfície das certezas para poder iniciar um processo de descobertas sobre quem realmente somos...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Confidência

A forma mais rápida de me perder é tentando me aprisionar...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Os nascidos em setembro têm aquele ar de primavera

Eu nasci na primavera. Numa noite tranqüila, de aroma indecifrável... Exatamente entre o inverno e o verão, na estação própria dos desvelamentos. Quando os seres encontravam-se num estágio de vir a ser...
Talvez por isso seja própria desta estação a estranha sensação de incompletude. Talvez por isso os nascidos na estação da transição tendem às metamorfoses e possuem uma profunda relação com as vicissitudes...



Primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome,
nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.
A inclinação do sol vai marcando outras sombras;e os habitantes da mata,essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão,
começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra,
nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarãoas
cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Cecília Meireles

domingo, 24 de janeiro de 2010

Ensinamento

Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.

Adélia Prado

domingo, 17 de janeiro de 2010

Que tipo de amor é o seu?

Estamos vivendo uma fase tão fugaz, tudo é tão líquido, tão experimental... Na realidade, penso que talvez essa seria mais uma das angústias da pós modernidade. Nada mais cabe em lugar algum, como diria Pessoa “Tudo é disperso e derradeiro, tudo é incerto, nada é inteiro” acho que essa frase expressa muito bem esta atmosfera a que me refiro...
Nos últimos dias tenho pensado um pouco no amor dentro desse contexto. Em como compreendemos esse sentimento e muito mais em como o vivenciamos...
Particularmente, acredito no amor verdadeiro desde que regado a uma dosagem de realidade. Não que o romantismo não exista, eu acredito em sua existência (e até o considero importante), mas penso que vivemos em um momento de desconstrução...
A geração dos meus pais, por pudor ou convicção, acreditou no amor romântico, no “felizes para sempre” e eu cresci ao som desta mesma melodia. Mas ao longo do tempo fui percebendo certos descompassos neste enredo. Parecia que algo faltava e havia a estranha sensação de lacuna...No percurso, fui destituindo alguns valores, às vezes a base de muito sofrimento e algumas desilusões. Às vezes tomando um caminho totalmente inverso e outras buscando um meio termo...
Estive pensado sobre isto nos últimos tempos, na tentativa de entender um pouco mais sobre que tipo de amor é o meu e qual seria o amor no qual acredito... De fato eu acredito no amor, mas tenho tentado me despir de alguns valores do amor romântico. Às vezes prefiro acreditar em afinidades, respeito,cumplicidade, transparência, sentimentos verdadeiros, sem fugir da realidade, na perspectiva de entender um pouco daquilo que realmente é humano.
Mas o que seria humano em uma relação? Um pouco de dúvida, de contradição, ou seja, aquilo que muitos passam uma vida negando, mas que, no fundo, conhecem com precisão e apenas temem enxergar...
Penso que o amor não nos anula, não rouba nossos desejos, não nos deixa cegos, surdos e não nos impede de apreciar outros acordes. Por outro lado, ele nos inspira a sermos melhores conosco e com o outro, a sermos mais crédulos e afáveis . Ele nos induz à sinceridade, o que não quer dizer, que não precisemos (por vezes) ocultar alguns entraves... E isto não é por mal, pelo contrário, é pelo bem... Pelo nosso bem, pelo bem alheio... Em fim... Eu continuo acreditando no amor, mas me falta descobrir, com precisão, que amor é esse no qual eu acredito...

OBS: isso não significa dizer que não continuo apreciando uma boa dosagem de lirismo rs

“...Enquanto isso eu pago meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez
Pensei que era liberdade
Mas, na verdade, me enganei outra vez...”

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ao Samba...

O samba canta a dor com o refrão da alegria
Poetiza a desesperança com os acordes da paixão
Se não fosse o samba não sobraria fantasia
Nem destreza ao coração...




Esclarecendo:

O samba consiste em uma das manifestações culturais mais predominantes em nossa cultura. Ao longo da sua história foi capaz de unir universos diversos e totalmente extremos, mas que através da poesia deste emblemático seguimento musical, pode expressar a diversidade das classes e de muitas manifestações sociais. Nomes como Adoniran Barbosa, Noel Rosa e, em especial, Cartola denotam o quanto poesia e arte nada tem a ver com academicismo e conhecimento técnico. O samba mostrou ao mundo que a cultura popular é rica em poesia, arte e inspiração. Sou apaixonada pelo samba,em especial pelo Cartola, devido a sua capacidade de conjugar simplicidade, sabedoria e autentica inspiração.

Diante disso, não posso dizer mais nada além de que "quem não gosta de samba bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou é doente do pé" rs

OBS: fique claro que me refiro ao samba de raíz e não ao "transformismo" mais conhecidos como pagode.

sábado, 12 de dezembro de 2009

PARA 2010

Desejo paz, muita paz; apesar de saber que serei visitada por algumas turbulências...
Espero muito amor, apesar de saber que a raiva ou o rancor insiste em encontrar espaço em nossos corações...
Almejo muitos sonhos e grandes realizações, tendo a certeza de que a frustração será necessária para me fazer crescer...
Aguardo, esperançosa, por muita sabedoria, crescimento e aprendizagem; mesmo prevendo que, por vezes, minhas atitudes poderão ter a birra de uma infante.
Espero poder compartilhar minha vida com eles, apesar de tudo ser sempre tão incerto...
Desejo o amadurecimento da minha fé e que o Amor componha todos os meus dias...
Que a poesia seja perene e faça companhia plena, pois é com ela que adestro as agonias...
E por fim, preciso confessar que desejo você comigo de coração entregue e presença inteira e que os meus olhos te digam sempre o que minhas palavras já não sabem revelar...



"Então é natal e o que você fez?
O ano termina e nasce outra vez...
Então bom natal e um ano novo também
Que seja feliz, quem souber o que é o bem ..."

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Calmaria

Interessante perceber a necessidade inata de simplesmente parar...
Ao olhar distraído há apenas marasmo, calmaria... Mas as incursões profundas demandam silêncio, requerem linearidade e, cima de tudo, pedem calma.

Não podemos esquecer que há o sigilo que precede grandes alardes. Há a quietude que prenuncia repentinas transladações. Há a ausência de sorrisos para diluirmos melhor nossas inquietudes...

Por fim concluo que, por hora, meu silencio é, inegavelmente, necessário...


“Calma. Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure,
deixe que o tempo cure.
Deixe que a alma tenha a mesma idade que a idade do céu...”